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1 de janeiro de 2016

Série Pimenta: Saudável e anti enxaqueca



Pimenta faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca.

Essa afirmação sobre a pimenta pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado.

A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Estudos comprovam que não existem evidências científicas para acreditar em qualquer relação entre consumo de pimenta e hemorróidas. Por incrí­vel que pareça, as pesquisas cientí­ficas mostram justamente o oposto! Muitos dos benefí­cios da pimenta estão sendo investigados neste exato momento, pela comunidade cientí­fica e farmacêutica, originando alguns dos projetos de pesquisa mais picantes dos últimos tempos. 
A substância quí­mica que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que detém as propriedades benéficas à saúde. No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na pimenta vermelha, é a capsaicina.
A pimenta-do-reino é uma frutinha do tamanho de uma mini-ervilha, que no iní­cio é verde, depois fica vermelha e finalmente preta. A árvore que lhe dá origem recebe o nome cientí­fico de Piper nigrum. A colheita se dá enquanto as frutas estão vermelhas. Em seguida elas amadurecem, secam e se transformam nos grãos de pimenta-do-reino preta que existem à venda. A pimenta-do-reino branca é obtida através da remoção da casca preta da fruta seca. Ambas retém a piperina, porém a pimenta branca, embora tão picante quanto a preta, possui bem menos aroma.
A pimenta vermelha (que existe em vários tamanhos), assim como outras pimentas (ex: tabasco, habanero, jalapeño), são frutos de árvores do gênero Capsicum, que possui origem na palavra grega kaptos, que significa morder. Afinal, quando colocamos uma dessas pimentas na boca, até parece que elas mordem, de tão ardidas que são. As substâncias capsaicina e piperina ardem, mas são estudadas justamente pelas propriedades antidor que possuem! Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas – verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensí­veis na lí­ngua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano fí­sico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool! Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca.
E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.
Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina.
Pesquisas têm demonstrado potentes propriedades antiinflamatórias das pimentas. Um artigo publicado em março de 2003, na revista cientí­fica Cell Signalling (volume 15, número 6, páginas 299 a 306), conclui que as substâncias ativas da pimenta são candidatas promissoras para o alí­vio de doenças inflamatórias.
É importante lembrar que a enxaqueca compreende um estado inflamatório, na sua fase de dor.
A renomada British Journal of Anaesthesia publicou, em junho de 2003, o trabalho, realizado no Instituto de Medicina Interna e Terapêutica da Universidade de Florença, mostrando o efeito benéfico de aplicações intranasais repetitivas de capsaicina no tratamento de enxaqueca crônica (volume 90, número 6, página 812).
A pimenta possui até propriedades anticâncer. Um editorial do renomado Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, publicado em 4 de setembro de 2002 (Volume 94, número 17, páginas 1263 a 1265), mostra que a capsaicina da pimenta vermelha é mais do que um simples tempero: ela faz com que células tumorais cometam suicí­dio!
O que você está esperando para apimentar a sua vida?
A pimenta-do-reino preta possui uma fragrância intensa, frutada, com tonalidades amadeiradas e cítricas. O paladar é picante e quente, com um retrogosto penetrante. Já a pimenta branca é menos aromática, podendo apresentar tonalidades de musgo. O paladar é tão picante quanto o da pimenta preta. Tirando o picante, não sobra nenhuma outra caracterí­stica de paladar. A pimenta não é doce, nem salgada. Porém, quando utilizada em quantidades moderadas e balanceadas, tende a realçar o sabor dos alimentos e de outros temperos. Polvilhe um pouco no peixe ou na carne antes de grelhá-la ou assá-la. Você pode até experimentar comer frutas temperadas com pimenta-do-reino! Experimente combiná-la com outros temperos, como manjericão, cardamomo, canela, cravo, coco, coentro, alho, gengibre, noz-moscada, salsinha, alecrim, tomilho, açafrão… ela combina com quase todos os tipos de comida. Mas lembre-se: utilize-a sempre de maneira muito judiciosa, pois é bem picante!
A pimenta malagueta, a pimenta dedo-de-moça, assim como outras variedades de cores diferentes mas de formato similar, podem variar muito no grau de ardência na boca. Podem ser consumidas frescas ou secas e moí­das. Constituem excelentes fontes de vitaminas A e C, e também combinam com praticamente tudo.
Fonte de pesquisa : Estudo Nutricional USP 2015

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31 de dezembro de 2015

Mitos e Verdades sobre a Pimenta


A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto!
Muitos dos benefícios da pimenta estão sendo investigados neste exato momento, pela comunidade científica e farmacêutica, originando alguns dos projetos de pesquisa mais picantes deste início de terceiro milênio.
Uma pesquisa recém-concluída na Faculdade de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) comprovou que a pimenta diminui mesmo o risco de doenças cardiovasculares, maior causa de mortes no Brasil.
Os benefícios da pimenta são conhecidos há muito tempo. Nas Américas, o fruto já era usado até para aliviar dor de dente e de estômago. Isso há pelo menos dois mil anos. Quem coloca a pimenta no dia-a-dia está levando, além de tempero, uma série de medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório, xarope, vitaminas – benefícios que os povos primitivos descobriram há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência.
A pimenta possui até propriedades anticâncer. Um editorial do renomado Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, publicado em 4 de setembro de 2002 (Volume 94, número 17, páginas 1263 a 1265), mostra que a capsaicina da pimenta vermelha é mais do que um simples tempero: ela faz com que células tumorais cometam suicídio!
No estudo realizado, reduziu quase pela metade a gordura do sangue nos ratinhos.
É esse princípio ativo que faz com que a pimenta seja benéfica à saúde. Então, quanto mais picante mais capsiacina. E quanto mais capsiacina mais benefícios com o consumo da pimenta.
A capsaicina atua em várias áreas do corpo: alivia dores de cabeça, controla os níveis de glicose no sangue, aumenta a capacidade pulmonar e ajuda no tratamento da rinite alérgica. É até um aliado para quem quer entrar em forma.
Hoje transformamos a pimenta ‘in natura’ em vários pratos: em conservas, molhos, azeites, geléias, bombons, trufas, chocolate.
A pimenta vermelha (que existe em vários tamanhos), assim como outras pimentas (ex: tabasco, habanero, jalapeño), são frutos de árvores do gênero Capsicum, que possui origem na palavra grega kaptos, que significa morder. Afinal, quando colocamos uma dessas pimentas na boca, até parece que elas mordem, de tão ardidas que são.
A capsaicina que é rica em vitamina A (combate radicais livres, formação dos ossos e pele, funções da retina), B1 (atua no metabolismo energético dos açúcares), vitamina B2 (atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso), vitamina C (atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino), vitamina E (antioxidante) e vitamina PP (também conhecida como niacina, é responsável pela manutenção da pele, proteção do fígado, regulação da taxa de colesterol no sangue), além de possuir propriedades analgésicas e energéticas, favorece a redução de coágulos no sangue (devido à função vasodilatadora), estimula a produção de endorfina no cérebro (sensação de bem estar), é antioxidante, antiinflamatório e anticancerígeno.
Outras funções desse alimento é que são bactericidas podendo proteger o sistema digestivo, combate tensões musculares e ajudar no tratamento de reumatismos articulares.
Alguns estudos recentes garantem que pode ser utilizada no tratamento da obesidade porque reduz a vontade de comer devido à indução da termogênese (efeito de transformar parte das calorias dos alimentos em calor).
Temos que lembrar que esses benefícios estão presentes nas pimentas vermelhas e outras (ex: tabasco, habanero, jalapeño, etc.) que são frutos de árvores do gênero Capsicum. Na pimenta do reino (preta ou branca) elas possuem piperina, que ainda não possui nenhum estudo comprovando seu benefício.
As principais responsáveis pela ardência da pimenta são as sementes e a placenta, no interior da planta. Caso queira que fique menos picante, utilize somente a casca.
Quando comemos um prato muito ardido, a primeira coisa que fazemos é tomar um copo d’água. É errado. Pode não parecer, mas a água acentua a sensação de ardência. O melhor são os derivados do leite, porque possui caseína, uma substância que retira a capsaicina dos receptores nervosos localizados na boca. Por isso, alguns pratos da culinária indiana são
acompanhados de molho de iogurte.

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29 de dezembro de 2015

Série Pimenta: Propriedades da Pimenta


pimenta, durante muito tempo, trouxe alguns mitos como: provocar gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Ao contrário do muitos pensam a pimenta possui muitos benefícios, pesquisas revelam que a capsaicina, (fitoquímico que confere o gosto picante) é o principal responsável pelas propriedades funcionais da pimenta, dentre elas destacam-se:
  • Dissolução de coágulos sanguíneos (uma aspirina natural);
  • Dissolução de muco dos pulmões;
  • Expectorante;
  • Descongestionante;
  • Indutor da termogênese (efeito de transformar parte das calorias dos alimentos em calor);
  • Antioxidante;
  • Anti bacteriana.
As pesquisas científicas revelam também que o uso da pimenta vermelha durante às refeições, proporciona ação no Sistema Nervoso Simpático com respectivo aumento da liberação decatecolaminas – noradrenalina e adrenalina, com consequente diminuição do apetite e da ingestão de calorias, proteínas e gorduras nas refeições seguintes, Ajudando no emagrecimento. A adrenalina e a noradrenalina também são responsáveis pelo estado de alerta, daí a ingestão de pimenta estar também associada à melhora de ânimo em pessoas deprimidas.
Aspectos Nutricionais da pimenta
Além de ser nutritivo, a pimenta possui vitamina A, B e C, quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos. O Ácido Fólico e o Betacaroteno presentes nas pimentas atuam no combate ao câncer.
As pimentas aumentam a taxa metabólica do organismo fazendo com que cerca de 6 gramas de pimenta queimem aproximadamente 45 calorias.
Breve histórico da pimenta
O consumo de pimenta são registrado por volta de 9 mil anos nos sítios  arqueológicas em Tehuacán, México. Outros sítios arqueológicos pré-históricos (2500 a.C.) são conhecidos no Peru, nas localidades de Ancon e Huaca Prieta.
No Brasil o cultivo de pimenta era típico dos índios na época do descobrimento do Brasil, eles cultivavam uma variedade grande de pimentas. Hoje o cultivo é feito em todas as regiões destacando a Bahia, Ceará, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Os tailandeses e coreanos são considerados os maiores consumidores de pimenta do mundo; o consumo atinge até oito gramas por dia por pessoa. Algumas pessoas consomem pimenta por que acreditam que é afrodisíaca e afasta o mau olhado. Outros rejeitam devido a característica ardida da pimenta: chamada pungência.
As espécies mais cultivadas no Brasil são:
  • Bode (C. chinense) – frutos arredondados ou achatados, vermelhos e amarelos. É muito picante, frutos maduros são utilizados em conservas.
  • Cambuci (C. baccatum var. pendulum) – frutos vermelhos em forma de campânula ou de sino. Com sabor adocicado, utilizada em saladas.
  • Cumari-do-pará (C. chinense) – frutos triangulares e amarelos quando maduros. muito picante, é utilizada em conservas.
  • Cumari-verdadeira (C. baccatum var. praetermissum) – frutos arredondados ou ovalados, vermelhos e muito picantes.
  • Dedo-de-moça (C. baccatum var. pendulum) – frutos alongados e vermelhos. Sua pungência é baixa, é utilizada em molhos, conservas e desidratada, em flocos (calabresa).
  • Jalapeño (C. annuum) – originária do México, com frutos grandes, sabor forte e pungência mediana.
  • Malagueta (C. frutescens) – apresenta pungência de média para alta, é a mais utilizada para “esquentar” o acarajé.
  • Pimenta-de-cheiro (C. chinense) – frutos alongados, triangulares ou retangulares. A coloração também é variável – amarelo ao preto, pungência varia do doce até muito picante.
Fonte de pesquisa : Saúde e Ciência - Usp

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28 de dezembro de 2015

Série Pimenta : Benefícios da Pimenta Biquinho

Pimenta Biquinho

Quem já provou a pimenta biquinho sabe que ela é diferente das outras pimentas, apesar da semelhança física. Por isso, muita gente ao ver a pimenta inteira em um prato se assusta e ouve de alguém mais entendido “pode provar que essa não arde”. E realmente não arde. Na definição de um amigo meu a biquinho parece que vai arder, mas fica só no sabor delicioso. Isso acontece porque a concentração de capsaicina (substâncias responsável pelo ardor) é bem menor que o de suas irmãs mais picantes.

Originária do Brasil

A pimenta biquinho recebe esse nome por causa do seu formato, semelhante a uma gota. Quando madura, ela tem coloração bem vermelha. Ela faz parte do grupo das pimentas-de-cheiro, assim a pimenta godê, a aroeira-vermelha e a cambuci. Quem acha que essa qualidade de pimenta apareceu no mercado há pouco tempo está certíssimo. Ela só começou a ser comercializada em grande escala depois de 2004, quando a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater/MG) passou a produzir a pimenta na cidade de Campo Florido. De lá pra cá, ela ganhou fama e conquistou o paladar de muitos brasileiros. Hoje é fácil encontrá-la in natura ou conserva nos supermercados de todo o país. Também é possível plantá-la em casa a partir das semente

Faz bem para quê?

Por se tratar de um produto relativamente recente, não existem muitos dados sobre suas propriedades nutricionais. Acredita-se que ela seja semelhante a outras pimentas aromáticas, contendo boas quantidades de minerais como o sódio, o cálcio, o fósforo e o magnésio. Devido à coloração vermelha, ela também contém betacaroteno, um antioxidante que favorece a absorção de vitamina A, e vitamina C, capaz de aumentar a imunidade do organismo. Por isso, comer biquinho pode sim fazer muito bem para a nossa saúde. Na comparação com as pimentas mais ardidas, ela tem menos capsaicina e, por isso, não é tão estimulante para o metabolismo. Por outro lado, pode ser menos agressiva para quem sofre com problemas no estômago.

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