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27 de dezembro de 2015

Série : Propriedades do Mel

  • O mel é um produto natural com composição química muito complexa.
  • Ao longo dos tempos têm-se demonstrado,  que o mel pode ser usado para superar  problemas do fígado, cardiovasculares e  gastrointestinais;
  • É constituído por  frutose e  glucose mas contem também  frutoligossacarídos entre 4 a 5% que servem como agentes prebióticos;
  • Contem mais de 180 substâncias, incluindo aminoácidos, vitaminas, minerais e enzimas;
  • As propriedades antimicrobianas do peróxido de hidrogénio e dos componentes do não-peróxidos do mel foram investigados em diversos estudos;
  • Estudos recentes  sugerem que o mel têm  efeitos protectores dependentes das suas propriedades antimicrobianas; nas  feridas promove uma boa cicatrização,  devido as suas propriedades antibacterianas, anti- inflamatórias e estimulantes da resposta imune;
  • O mel também acentua as bactérias probióticas do cólon = efeitos bifidogénicos,  que têm diversos efeitos benéficos ,isto é desintoxicante  e de anti-genotoxicidade;
  • Boa alternativa em substituição à sacarose;
  • A utilização comercial do mel está regulamentado no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia (entre outros) devido às suas  reconhecidas propriedades benéficas e terapêuticas.
Fonte de pesquisa : Anvisa 

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Como é uma consulta com nutricionista?

Numa consulta de nutrição, o (a) nutricionista realiza uma anamnese nutricional, contendo histórico clínico, histórico alimentar, explicação da alimentação individualizada e realização de medidas antropométricas. Isto tudo é realizado com a finalidade de corrigir desvios nutricionais, fornecendo um esquema alimentar ideal e individualizado para cada paciente, para que haja um resultado mais eficaz e que o objetivo seja atingido, buscando o equilíbrio do organismo de acordo com as necessidades de cada indivíduo.
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26 de dezembro de 2015

Mel: o alimento aliado do intestino



Este adoçante natural também ajuda a aliviar dor de garganta e melhora a qualidade do sono

O mel é um produto natural obtido a partir do néctar das flores e de excreções da abelha. Além de ser um ótimo adoçante natural, este alimento é cheio de benefícios porque conta com ação antimicrobiana, capaz de impedir o crescimento ou destruir micro-organismos e assim proteger contra doenças. 

O mel também conta com ação antioxidante e prebiótica, esta última modifica o balanço da microbiana intestinal, estimulando o crescimento e/ou atividade de micro-organismos benéficos. Por ser rico em caroidratos e açúcar o mel é ótima fonte de energia. O mel também conta com ação antioxidante e prebiótica, esta última modifica o balanço da microbiana intestinal, estimulando o crescimento e/ou atividade de micro-organismos benéficos. Por ser rico em carboidratos e açúcar o mel é ótima fonte de energia. O alimento também conta com potássio, magnésio, sódio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, cobalto, cobre e alguns outros minerais. Entre estes nutrientes, o potássio é o que está mais presente no mel e é interessante para o equilíbrio da pressão arterial. 

Os tipos de mel 
O sabor, aroma e cor do mel irão variar de acordo com as floradas, definidas a partir do tipo de flor que a abelha coleta o néctar para produzir este doce. Alguns benefícios do mel podem ser mais fortes em determinados tipos do que em outros. Confira os principais tipos de mel consumidos no Brasil: 
Mel silvestre: Este é o mais ingerido no Brasil e é proveniente de diversas flores. É considerado interessante para a pele, vias respiratórias, tem efeito antioxidante e propriedades calmantes. 
Mel de flor de eucalipto: Possui um sabor mais forte e coloração escura. É interessante para o tratamento auxiliar e alivio de infecções intestinais, vias urinárias e doenças respiratórias. 
Mel de assa-peixe: Possui aroma e sabor agradáveis e possui efeito calmante e expectorante.        
Mel de flor de laranjeira: Conta com sabor suave e regula a função intestinal e tem efeito calmante.    
Mel de cipó-uva: possui ação antioxidante, especialmente no fígado, por isso pode ajudar a diminuir os efeitos do álcool. 

Principais nutrientes do mel

O mel conta com boas quantidades de açúcar e carboidratos e por isso ele é uma ótima fonte rápida de energia. Ele também possui alguns ácidos orgânicos, sendo que um deles, o ácido glucônico, contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida. O ferro e o cobre presentes no mel contribuem para a ação antimicrobiana. 
O ácido glucônico também tem forte ação antioxidante. O mel ainda conta com grande número de compostos que proporcionam este mesmo benefício. Os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenoides. Todas as substâncias contribuem para combater os danos causados por agentes oxidantes, presentes nos alimentos e no corpo humano, e assim prevenir o envelhecimento e doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entre outras.  
O mel conta com carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos. Isto significa que eles contribuem para a manutenção da microbiota intestinal e assim estimulam o trânsito intestinal, cooperam com a consistência normal das fezes, previnem diarreia e constipação. 
Este adoçante natural possui potássio, interessante para o equilíbrio da pressão arterial, cálcio, importante para a saúde dos ossos, ferro, necessário para a prevenção da anemia, e outros minerais. 
Nutrientes
Mel - 25 gramas
Calorias
77.25 kcal
Carboidratos
21 g
Cálcio
2.5 mg
Magnésio
1.5 mg
Ferro
0.075 mg
Potássio
24.75 mg
Fósforo
1 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos / Taco - versão 2, UNICAMP     
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada, 25 gramas (uma colher de sopa), de mel carrega: 
  • 7% de carboidratos
  • 0,5% de ferro
  • 0,25% de cálcio.

Benefícios do mel

Bom para dor de garganta: Sua avó estava certa! Como o mel possui ação antimicrobiana, capaz de impedir o crescimento ou destruir micro-organismos, ele é interessante para aliviar a dor de garganta momentaneamente. Mas é importante ressaltar que não há nenhum estudo científico comprovando que o mel trate as causas desse sintoma, como uma faringite por exemplo, e nem a evolução da doença relacionada a uma dor de garganta. 

As característica do mel que fazem com que ele tenha esta ação antibiótica são: o baixo ph, proporcionando um ambiente ácido que pode inibir o desenvolvimento de muito micro-organismos, pouca quantidade de água, que não proporciona condições favoráveis para o crescimento das bactérias. Além disso, o mel possui o ácido glucônico que contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida. 

Bom para problemas respiratórios: Pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses micro-organismos estão a Haemophilus influenzae, responsável por infecções respiratória e sinusites, Mycobacterium tuberculosis, que leva a tuberculose,Klebsiella pneumoniae e Streptococcus pneumoniae, que causa a pneumonia. Nesse caso, vale a mesma ressalva em relação à dor de garganta. O mel pode ajudar aliviando os sintomas e o desconforto, mas não promove a cura da doença em si. O tratamento dessas doenças, portanto, deve ser indicado por um especialista. 

Bom para o intestino: O mel pode ser um importante aliado na manutenção da microbiota intestinal (conhecida como flora intestinal), que são bactérias benéficas que carregamos ali. Contribuindo assim para um melhor trânsito intestinal, a consistência normal das fezes, prevenção de diarreia e constipação. 

Com a microbiota boa, quando a pessoa consumir fibras as bactérias do bem transformam as fibras em ácidos graxos de cadeia curta, que impedem que os micro-organismos ruins do intestino invadam a corrente sanguínea e se espalhem pelo nosso corpo, criando uma defesa indireta. 

Todos estes benefícios ocorrem porque o mel possui carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos, ou seja, contribuem para a manutenção da microbiota intestinal. Além disso, pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão: Escherichia coli, causadora de diarreia e infecções urinárias e Salmonella species, que pode levar a diarreia. 

Bom para pele: O mel é rico em antioxidantes, como ácidos fenólicos, os flavonoides e os carotenoides. Por isso, o alimento contribui para a diminuição dos radicais livres e assim previne o envelhecimento precoce e contribui para a pele mais bonita e saudável. O mel pode ser ingerido ou utilizado em cosméticos como sabonetes e cremes. 

Ao ser passado na pele algumas pesquisas, entre elas uma da Universidade de Ouagadougou de Burkina Faso, observaram que o mel pode agir como cicatrizante de feridas e em casos de úlceras, queimaduras e abscessos na pele. Os micro-organismo staphylococcus aureus e salmonela typhimurium, ambos causadores de infecções em ferimentos, são sensíveis a ação antibacteriana do mel. 

Ação antioxidante: Isto faz com que o mel ajude a diminuir os radicais livres e assim contribua para evitar o envelhecimento celular, proporcionando uma pele mais bonita e saudável e prevenindo doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entres outras. 

As substâncias presentes no alimento que proporcionam este benefício são: ácido glucônico, os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenoides. 

Diminui os riscos de infecção urinária: Alguns estudos apontaram que bactérias causadoras de certas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão a streptococcus faecalis, proteus species e pseudomonas aeruginosa, todas elas podem causar a infecção urinária. 

Melhora o sono e ajuda a relaxar: O mel estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. O alimento é um carboidrato fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse do organismo, melhorando o bem-estar. O mel tem uma função importante como regenerador da microbiota intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuro-endócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer.  

Quantidade recomendada de mel

O quanto consumir de mel por dia pode variar entre uma colher de chá, cerca de 10 gramas, a uma colher de sopa, aproximadamente 25 gramas. É importante ressaltar que este alimento deve ser inserido em uma dieta saudável. 

Como consumir o mel

O mel pode ser utilizado como uma substituição saudável ao açúcar refinado na preparação de bolos, tortas, biscoitos, entre outros doces. Também é interessante consumi-lo com torradas, frutas, iogurtes, sucos e até mesmo na receita de carnes. 
Evite o aquecimento em excesso do mel, pois isto pode reduzir a acidez e a umidade do alimento e causar a perda de algumas enzimas, fazendo com que o alimento deixe de ter parte de suas propriedades benéficas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária orienta aquecer o alimento até no máximo 70 graus. 
Mel cristalizado: Por ser uma solução rica em açúcar, quando armazenado em temperaturas abaixo da média da colmeia, que é entre 34 e 35 graus, o mel pode cristalizar. Para que ele volte ao estado líquido sem perder as propriedades nutricionais a orientação é colocar a quantidade a ser utilizada de mel em um pote em banho-maria a 45 graus durante cinco minutos. Deixe a água esfriar com o pote dentro. 
Cuidados com a origem do mel: É importante ficar atento para a procedência do mel. Opte sempre pelo produto que tem as informações do fabricante e o selo do Serviço de Inspeção Federal (S.I.F). O S.I.F pertence ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal que tem por objetivo normatizar e autorizar a produção e comercialização de todos os alimentos de origem animal no Brasil.  

Comparando o mel com outros alimentos

Nutrientes
Mel - 25 gramas
Melado - 25 gramas
Açúcar refinado - 50 gramas
Açúcar mascavo - 50 gramas
Calorias
77.25 kcal
74 kcal
193.5 kcal
184.5 kcal
Carboidratos
21 g
19.15 g
49.75 g
47.25 g
Cálcio
2.5 mg
25.5 mg
2 mg
63.5 mg
Magnésio
1.5 mg
28.75 mg
0.5 mg
40 mg
Ferro
0.075 mg
1.35 mg
0.05 mg
4.15 mg
Potássio
24.75 mg
98.75 mg
3 mg
261 mg
Fósforo
1 mg
18.5 mg
0 mg
19 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos / Taco - versão 2, UNICAMP. 
*Comparação baseada nas quantidades diárias recomendadas de cada alimento. Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.         
O mel é muito mais saudável para a alimentação do que o açúcar refinado. Enquanto o primeiro possui uma série de substâncias que proporcionam benefícios para o organismo, o segundo é somente fonte de calorias, sem outros nutrientes interessante. 
Já o açúcar mascavo não passa pelo processo de refinamento e por isso preserva nutrientes em sua composição. Ele conta com boas quantidades de ferro, importante para evitar a anemia, e potássio, nutriente que participa do processo de equilíbrio da pressão arterial. Além disso, o alimento possui magnésio, fósforo e cálcio. Porém, o alimento não possui as propriedades antioxidantes, antibacterianas e prebióticas do mel. 
O melado, que assim como o açúcar refinado e mascavo é derivado da cana de açúcar, é uma outra opção para adoçar, pois não passa pelo refinamento. Assim, ele possui boas quantidades de nutrientes semelhantes aos do mascavo, como o ferro e o potássio. Alguns estudos apontam que o melado é interessante para a prisão de ventre. Contudo, ele também não possui as propriedades antioxidantes, antibacterianas e prebióticas do mel. 

Combinando o mel

Mel + cereais: O mel possui ação prebiótica que melhora a microbiota intestinal e os cereais, como aveia, são ricos em fibras. Com a microbiota boa, quando a pessoa consumir fibras as bactérias do bem transformam as fibras em ácidos graxos de cadeia curta, que impedem que os micro-organismos ruins do intestino invadam a corrente sanguínea e se espalhem pelo nosso corpo, criando uma defesa indireta. 

Mel com leite é uma ótima combinação para o sono
Mel + leite: A combinação pode ser ótima para melhorar a qualidade do sono, principalmente para quem tem mais dificuldade de desligar o cérebro antes de dormir. A temperatura morna do leite é reconfortante, ajudando o corpo a relaxar. Além disso, o alimento é fonte de triptofano, aminoácido que melhora o bem-estar e prepara para o sono. Já o mel, além de também ser fonte de triptofano, é uma fonte de carboidrato simples, que também ajuda no sono, pois facilita a absorção do triptofano. 

Contraindicações

O mel não deve ser consumido por crianças menores de um ano. Isto porque o alimento pode ter clostridium botulunum, bactéria causadora do botulismo. A doença pode causar problemas de saúde sérios como visão dupla e embaçada, fotofobia, tonturas, boca seca, constipação, comprometimento do sistema nervoso (dificuldades para engolir, falar, se mover) e comprometimento dos músculos respiratórios. Esta quantidade de bactéria presente no mel pode ser prejudicial para crianças com menos de um ano porque elas não possuem a microbiota completamente formada. Para os adultos saudáveis esta quantidade declostridium botulunum não é prejudicial. 
Além disso, o mel não é recomendado para pessoas que possuem diabetes. Isto porque este alimento rico em açúcar pode levar a picos de glicemia no organismo. Grávidas também devem ficar atentas ao mel e procurar incluí-lo em uma dieta saudável, a fim de evitar o risco de diabetes gestacional. 

Riscos do consumo excessivo

Como o mel é muito calórico e rico em açúcar o consumo em excesso pode causar o ganho de peso. Além disso, grandes quantidades de mel, assim como o açúcar, podem elevar os níveis de glicose no sangue rapidamente, fazendo com que os níveis de insulina aumentem e consequentemente a longo prazo isso pode levar a resistência à insulina que favorece o diabetes tipo 2. 
Fontes consultadas: 
Nutrólogo Roberto Navarro (CRM SP 78.392)

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Numa consulta de nutrição, o (a) nutricionista realiza uma anamnese nutricional, contendo histórico clínico, histórico alimentar, explicação da alimentação individualizada e realização de medidas antropométricas. Isto tudo é realizado com a finalidade de corrigir desvios nutricionais, fornecendo um esquema alimentar ideal e individualizado para cada paciente, para que haja um resultado mais eficaz e que o objetivo seja atingido, buscando o equilíbrio do organismo de acordo com as necessidades de cada indivíduo.
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25 de dezembro de 2015

Série Adoçantes: Naturais x Artificiais


Açúcar refinado faz mal para a saúde. A alta concentração de açúcar refinado (sacarose) em alimentos industrializados acarretou diversos problemas de saúde para a população mundial. Para tentar minimizar os danos, adoçantes naturais (extraídos de vegetais e frutas) e artificiais (feitos em laboratório) foram desenvolvidos para substituir o uso de açúcar refinado em vários produtos. Inicialmente, os produtos com adoçantes eram voltados para uma faixa mais restrita de consumidores, principalmente os diabéticos.
Com o tempo, e com os consumidores assumindo uma preocupação cada vez mais crescente com a saúde, linhas de produtos light e diet foram criadas para atender a demanda.
Hoje, seja por questão de saúde ou por preocupação com o peso, muita gente recorre a alimentos light ou diet no seu dia a dia. Afinal de contas, quem não quer comer um doce sem culpa? Por isso as prateleiras dos supermercados estão cheias de produtos com adoçantes, livres de calorias. O problema é que existem vários tipos de adoçantes (edulcorantes) e nem sempre temos a informação precisa do que são. Além de não serem todos iguais, podem fazer mal à sua saúde, não adiantando substituir o açúcar refinado. Você se livra de um problema e ganha outros.

Qual é a melhor opção de adoçante para sua saúde?

Existem adoçantes naturais e artificiaisOs naturais são sempre a melhor opção e os artificiais em geral devem ser evitados, como a sacarina, aspartame e ciclamato de sódio, que está presente em refrigerantes zero e há correntes que afirmam que pode causar câncer. Já a sucralose (extraída da cana de açúcar e artificial) e o esteviosídeo (adoçante natural), são adoçantes que não agridem sua saúde, por isso especialistas recomendam mais o seu uso, sempre em pequenas dosagens.
Em geral, a recomendação é que nunca se use adoçantes de maneira exagerada na sua alimentação diária. O ideal é um uso moderado ao invés de consumir vários alimentos com adoçantes, como mates, gelatinas e iogurtes light ou zero. O uso diário também não é recomendado.
 Mesmo com a ANVISA regulando os limites diários de consumo desses adoçantes, não quer dizer que não façam mal à sua saúde. Cada organismo reage de forma diferente à exposição de certas substâncias, além do nível de tolerância de cada pessoa ser diferente. Além desses edulcorantes artificiais terem substâncias sintéticas ainda não estudadas, as que já foram estudadas estão relacionadas à vários problemas, desde aumento de peso até câncer.
Em 2008 a ANVISA publicou uma resolução limitando a quantidade de sacarina e ciclamato nos produtos industrializados, caindo praticamente pela metade a quantidade que se pode usar em cada produto. Porém, tenha em mente que esses adoçantes já foram proibidos em diversos países como EUA, Japão, Canadá e França.Tanto o ciclamato quanto a sacarina ainda possuem altos níveis de sódio, sendo contraindicados para pessoas com problemas renais e hipertensão.
Açúcar mascavo e mel também servem como adoçantes naturais. São muito mais saudáveis se levarmos em conta o lado nutricional, porém podem provocar o mesmo aumento de glicose que o açúcar refinado causa. Porém, se usados com moderação, podem ser bons substitutos na hora de adoçar algum alimento ou bebida.
Procure sempre seu médico ou nutricionista para obter mais orientações e descobrir a melhor forma de usar adoçantes.
Na hora de comprar produtos com adoçantes, fique atento aos rótulos. As informações que devem estar presentes são:
  • os nomes e os tipos (artificiais ou naturais) dos edulcorantes (adoçantes) que estão presentes no produto;
  • a orientação “consumir preferencialmente sob indicação de nutricionista ou médico”;
  • o alerta “contém fenilalanina” para os adoçantes que tiverem aspartame na composição;
  • o valor energético (Kcal) em medidas práticas tais como: colher de café, de chá, gotas, por tablete, por envelope, juntamente com seu poder adoçante em relação ao da sacarose.

Adoçantes Naturais

Sorbitol – extraído de algas marinhas e frutas (maçã e ameixa) adoça 50% mais que a sacarose (açúcar refinado) e possui 4 Kcal/g. Não pode ser usado por diabéticos. Ele é muito utilizado na composição de outros adoçantes naturais e artificiais, por isso vale prestar atenção aos rótulos. Como contra-indicação ele apresenta ação laxativa. Seu uso mais comum é em produtos como geléias, biscoitos, gomas de mascar, refrigerantes, balas e panetones.
Frutose – mais doce que a sacarose cerca de 170 vezes. Extraído do mel e de frutas, a frutose tem 4Kcal/g. Diabéticos devem usar moderadamente pois eleva os níveis de açúcar no sangue. Além disso, pode provocar cáries.
Esteviosídeo (stévia) – não contém calorias e conta com poder adoçante 300 vezes maior que o açúcar refinado. Ele é extraído da planta stevia rebaudiana, nativa da América do Sul (originária da Serra do Amanbaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai). Alguns estudos apontam benefícios desse tipo de adoçante natural, como regular a pressão arterial, os níveis de açúcar no sangue e prevenir o crescimento bacteriano nos dentes, além de ser recomendado para diabéticos. Como não existem efeitos colaterais, pode ser um adoçante da sua escolha. Também é resistente à altas temperaturas, podendo ser usada em alimentos que vão ao fogo. Muito utilizada no oriente (Japão principalmente) o único fator contra é que ela deixa um gosto residual amargo. Só tome cuidado para não comprar a stévia associada a outro adoçante artifical, como ciclamato de sódio.
Polióis ou açúcar alcoólico (maltitol, sorbitol, manitol, eritritol, xilitol) – adoçam cerca de 60% mais que a sacarose e podem ser usados por diabéticos moderadamente, pois não causam aumento súbito da taxa de glicose. Os açúcares alcoólicos são utilizados em biscoitos, refrigerantes e até pastas de dente. O problema é que podem causar inchaço, gases e diarreia, pois os açúcares podem não ser absorvidos pelo intestino.
Agave Azul – extraído de uma planta de origem mexicana (a mesma da qual se produz a tequila), o agave azul adoça mais que o açúcar comum pois é rico em açúcares mais nobres, como dextrose e frutose. Embora possua baixo índice glicêmico não é indicada para diabéticos.

Adoçantes Artificiais

Ciclamato de sódio – é um dos piores adoçantes artificiais que existem. Provém do ácido ciclo hexano sulfâmico, só para você ter uma ideia, ele vem do ácido ciclo hexano sulfâmico, um derivado do petróleo. Ele não possui calorias e pode ser usado por diabéticos, porém não é indicado para pessoas hipertensas. Vários estudos associam esse tipo de adoçante com tumores cancerígenos (a hidrólise do ciclamato,  no trato digestivo, pode produzir uma substância carcinogênica), por isso é proibido em vários países (França, EUA e Japão por exemplo). O ciclamato de sódio é mais utilizado em refrigerantes, mas pode ser encontrado em adoçantes de mesa, biscoitos, geleias e sorvetes.
Sacarina  – o mais antigo dos adoçantes, adoça cerca de 200 vezes mais que a sacarose, mas deixa um gosto residual amargo e metálico. Não contém calorias e pode ser usada por diabéticos, mas fique atento aos problemas que ela pode trazer. Sintetizada a partir do ácido toluenossulfônico, a sacarina é derivada do petróleo. Como a molécula de sacarina é derivada da sulfa, pessoas alérgicas à substância não devem consumi-la. Estudos ligaram a sacarina ao aparecimento de tumores na bexiga, por isso seu uso foi limitado pelos órgãos competentes. Além disso, possui sódio, sendo contraindicado para hipertensos.
Sucralose – feita à partir da sacarose (extraída da cana de açúcar), a sucralose leva em sua composição moléculas de cloro, o que não permite que seja absorvida pelo organismo (ela é eliminada por completo em 24 horas através da urina). Ela adoça cerca de 600 vezes mais que a sacarose e não tem calorias. Não eleva a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos. Até o momento, não se conhecem contraindicações da sucralose, o FDA, órgão americano, aprova seu uso com base em inúmeras pesquisas que mostraram que o adoçante não apresenta efeitos tóxicos, nem efeitos carcinogênicos, reprodutivos e neurológicos. Por não possuir sabor residual amargo, a sucralose é amplamente utilizada em produtos diet, zero e light.
Acessulfame-K (acessulfame potássio) – é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético (vinagre) que adoça cerca de 200 vezes mais que o açúcar refinado. Não apresenta calorias e não é metabolizada pelo organismo, por isso é considerado um adoçante seguro para a saúde. É usado de forma variada, principalmente em confeitos, indústrias de panificação, produtos lácteos e bebidas.
Tagatose – obtido através da lactose (açúcar do leite), a tagatose é quase tão doce quanto o açúcar refinado (92%), mas não aumenta os níveis de insulina e glicose do sangue, pois não é absorvida pelo organismo. Para se obter a tagatose, a lactose é quebrada em galactose e glicose. É feita uma modificação na molécula de galactose, que se transforma em D-tagatose. Mesmo sendo um adoçante relativamente novo, o FDA considerou-o seguro para a saúde, liberando seu uso nos EUA. As únicas contraindicações conhecidas até agora são gases, náuseas e diarreia, casa haja uma sensibilidade ou se consuma excessivamente.

Aspartame – o pior dos adoçantes artificiais para sua saúde

Se você pensa que o ciclamato de sódio é o pior dos adoçantes artificiais, conheça o aspartame. Ele é tão nocivo que resolvemos fazer uma seção inteira do artigo somente pra ele. São nada mais, nada menos do que 92 efeitos colaterais já catagolados. Esses efeitos sobre o organismo podem ser imediatos ou graduais. Ainda não se sabe todos os efeitos que o consumo de aspartame pode provocar à longo prazo. Ele já foi bastante utilizado e consumido por não deixar gosto residual amargo, como vários outros adoçantes. Com valor calórico de 4Kcal/g e alto poder adoçante (cerca de 220 vezes mais que a sacarose), basta algumas gotas para adoçar.
A lista de problemas que o aspartame pode causar é longa e os principais são:
  • Ataques de pânico, alterações de humor, episódios de mania e alucinações visuais
  • Náusea
  • Reações alérgicas alimentares
  • Dores de cabeça, enxaquecas
  • Diabetes (o aspartame em indivíduos diabéticos pode favorecer as complicaces como neuropatia, retinopatia, catarata e pode provocar mal controle glicêmico em quem faz tratamento)
  • Espasmos musculares
  • Irritabilidade
  • Ganho de peso
  • Perda de audição
  • Depressão
  • Alterações endócrinas como aumento de cortisol e prolactina
  • Degeneração cerebral – envelhecimento precoce (perda de memória)
  • Taquicardia
  • Doenças autoimunes
  • Dores articulares
  • Convulsão e epilepsia
Doenças degenerativas podem ser agravadas com o uso prolongado de aspartame, como Alzheimer, Parkinson e retardo mental. Outros problemas que podem ficar mais graves são lúpus, diabetes, fibromialgia, tumores cerebrais e esclerose múltipla.
Pra completar, é expressamente contraindicado para gestantes. O cérebro do feto, ainda em formação, consegue absorver cinco vezes mais as substâncias tóxicas do aspartame, o que pode lesionar seu sistema nervoso. Ainda é contraindicado para os portadores de fenilcetonúria (incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina), uma anomalia rara que geralmente é diagnosticada através do teste do pezinho, feito no no nascimento do bebê.
REFERÊNCIAS
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/adocantes.pdf
http://www.fao.org/fileadmin/templates/agns/pdf/jecfa/cta/61/Tagatose.pdf
http://www.anvisa.gov.br/alimentos/informes/17_190106.htm

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